Começa júri popular de ex-policial penal réu pelo assassinato de tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu


Júri popular de Jorge Guaranho, acusado de matar Marcelo Arruda, ocorre quase dois anos após crime. Tesoureiro foi baleado na própria festa de aniversário que tinha o PT como tema. Cronologia: assassinato de tesoureiro do PT
Começou por volta das 8h50 desta quinta-feira (4) o júri popular do ex-policial penal Jorge Guaranho, réu por homicídio duplamente qualificado pela morte de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Assista ao vídeo acima.
O júri presidido pelo juiz Hugo Michelini Junior ocorre no Fórum de Justiça de Foz do Iguaçu pouco mais de um ano e oito meses após o crime que ocorreu na noite de 9 de julho de 2022.
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Marcelo comemorava o aniversário de 50 anos com temática do PT quando foi baleado pelo ex-policial – na época simpatizante do ex-presidente Jair Bolsonaro. Arruda revidou os disparos e chegou a ser atendido, mas morreu na madrugada de 10 de julho de 2022. Relembre cronologia do crime aqui.
O petista Marcelo Arruda (esq.) foi morto por Jorge Guaranho (dir.), pelo então simpatizante do ex-presidente Bolsonaro
Reprodução
A primeira etapa do júri é o sorteio dos sete jurados que formarão o Conselho de Sentença. Os escolhidos nesta quinta não podem trocar informações entre si até o termino do júri, previsto para a sexta-feira (5).
Primeiramente serão ouvidas as cinco testemunhas indicadas pela acusação e na sequência as cinco indicadas pela defesa. Entre elas, estão familiares e amigos de Marcelo e Guaranho. O réu, Jorge Guaranho, será ouvido por último.
Na sequência começam os debates entre a acusação e a defesa. O primeiro a falar é o promotor de Justiça, que tem uma hora e meia para a acusação. A defesa do réu tem uma hora e meia para apresentar seus argumentos.
Caso o juiz veja a necessidade de réplica ou tréplica, será acrescida mais uma hora para a defesa e mais uma hora para a acusação.
Após os debates, o júri popular vai para a fase chamada de quesitação, quando os jurados são questionados se condenam ou absolvem os réus.
O juiz, então, acompanha a decisão da maioria e faz a dosimetria da pena, ou seja, determina qual a pena cabível, de acordo com as circunstâncias admitidas pelo Conselho de Sentença.
O que dizem as defesas?
O advogado de defesa de Jorge Guaranho, Samir Mattar Assad, informou ao g1 que o não houve motivação política no caso e que o júri deixará isso claro.
“Não há motivação política e o réu não invadiu a festa atirando. Ele agiu em defesa própria porque a vítima empunhava arma. Buscaremos a absolvição de Jorge Guaranho, vítima da situação ocasionada pelo descontrole da vítima que o agrediu após discussão banal”, afirmou Assad.
Os advogados que representam a família de Marcelo Arruda afirmaram ao g1 que esperam que os jurados condenem Guaranho por homicídio qualificado pelo motivo fútil de intolerância político-partidária e por perigo comum ao disparar contra local onde estavam convidados da festa.
“Guaranho, depois de visualizar imagens de que Marcelo Arruda fazia sua festa de aniversário com o tema ‘PT’, baixou playlist com músicas da campanha de Bolsonaro e invadiu a festa aos gritos ‘Aqui é Boslonaro, Porra!’. […] A expectativa, portanto, é de uma condenação exemplar”, afirmam os representantes da família.
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Como foi o crime?
O infográfico abaixo mostra a ordem dos acontecimentos do crime, segundo a Polícia Civil:
Entenda ordem dos acontecimentos no dia do assassinato do petista baleado em festa de aniversário, segundo a polícia
Arte/g1
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Origem da Noticia
https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2024/04/04/comeca-juri-popular-de-ex-policial-penal-reu-pelo-assassinato-de-tesoureiro-do-pt-de-foz-do-iguacu.ghtml
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