Julia Duailibi sobre o PL orientar bancada a votar contra a reforma tributária: ‘É um partido rachado’


Em votação histórica, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (6), por 382 a 118 votos, a PEC da reforma tributária em primeiro turno de votação. A proposta precisa ser votada em 2º turno antes de ir ao Senado. Julia Duailibi sobre o PL orientar a bancada contra a reforma tributária: ‘É um partido rachado’
Mesmo com o PL – maior bancada da Câmara – orientando seus parlamentares contra o texto-base da reforma tributária, a Casa aprovou nesta quinta-feira (6) o projeto por 382 a 118 votos. Houve pelo menos 20 votos dos parlamentares da sigla a favor da medida. Para a comentarista Julia Duailibi, a votação na legenda mostra um partido “rachado”.
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“É um partido rachado. Não ao meio, mas dois terços alinhados ao bolsonarismo e um terço mais independente. Uns 30, gente ligada a Lira, tem gente do velho Centrão, tem gente ligada a Lula e ao PT. Tem um pouco de tudo”, explica.
Ao menos 75 dos parlamentares do partido seguiram a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro e votaram contra a medida.
“A gente olha o placar de votação do PL, e o que dá para perceber é a força de Bolsonaro. A força dele hoje na sigla? 75 votos. É isso que ele conseguiu com toda a incursão que ele fez no decorrer do dia, naquela reunião com o governador paulista”, diz Duailibi.
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Segundo Duailibi, durante o dia, o ex-presidente negociou e tentou articular para que a parte mais independente do partido, pelo menos um terço, seguisse a orientação da sigla.
“O que Bolsonaro fez foi atuar nesses 30, que são aqueles que votaram favoravelmente ao arcabouço, contra também a orientação dos bolsonaristas, e tentar puxar esses 30 para ele. Quis medir a força dele. E, apesar dessa incursão, desse esforço, ele não levou”, avalia Duailibi.
Câmara aprova reforma tributária em 1º turno.
Marina Ramos/Câmara
O que é a reforma proposta
Em linhas gerais, a proposta da reforma tributária prevê a unificação de cinco tributos. A última versão também prevê zerar imposto sobre a cesta básica e criar o ‘imposto do pecado’.
IPI, PIS e Cofins, que são federais;
ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal.
Esses tributos deixariam de existir e seriam criados dois impostos sobre valor agregado, os IVAs: um seria gerenciado pela União e outro teria gestão compartilhada por estados e municípios.

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https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2023/07/07/julia-duailibi-sobre-o-pl-orientar-a-bancada-contra-a-reforma-tributaria-e-um-partido-rachado.ghtml
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