Mazola releva críticas de parte da torcida em acerto com o Náutico: “Nem Tite foi unanimidade”


Novo treinador teve nome rejeitado por parte da torcida alvirrubra, fruto, segundo ele, de resistência por ter treinado o Sport em 2012 O técnico Mazola Júnior chegou para assumir o Náutico sob desconfiança de parte da torcida. Com o início dos trabalhos na tarde de quarta-feira, ele relevou ter visto críticas de “redes sociais”, que considerou normais, lembrando o passado no Sport como um dos motivos, e disse que apenas mostrando resultados vai poder mudar a percepção dos insatisfeitos.
“Nem Tite foi unanimidade quando chegou no Flamengo. É normal. E aqui em Recife tem toda aquela história de 2011, 2012 (quando treinou o Sport)… A gente está nesse meio há muito tempo. Cabe trabalhar para conseguir os resultados que, em questão de três, quatro dias, a coisa muda. A gente sabe que torcedor é passional, emotivo”, iniciou Mazola Júnior.
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Entrevista de apresentação de Mazola Júnior no Náutico
Ainda sobre a passagem no Leão, entre a Série B de 2011 e o Pernambucano de 2012, Mazola Júnior disse ter errado em certas declarações dadas na época. E mostrou-se feliz pela oportunidade de retornar a Pernambuco com a possibilidade de disputar um título – o Náutico enfrenta o Sport sábado, na volta da final do Estadual, precisando inverter a vantagem do rival de 2 a 0 na ida.
– Dentro de uma rivalidade, sempre ficam resíduos. E em cima desse gancho queria fazer um agradecimento à diretoria e ao presidente de me contratar e dar oportunidade de voltar a Pernambuco. Há 12 anos esperava essa oportunidade, porque muito se fala apenas do título de 2012, que foi tirado do Sport, mas pouco se fala daquele acesso que, no meu modo de ver, foi o mais difícil e emocionante da história daquele clube.
Um outro ponto que contou para críticas de alguns alvirrubros pela escolha do técnico foi o tempo parado de Mazola. Seu último trabalho foi no início de 2023, de apenas cinco jogos pela Portuguesa.
O treinador explicou que saiu frustrado da Lusa, pelo projeto não ter dado certo, e contou que a alta carga de trabalho em sequência nos anos anteriores o deixou doente. Depois de descansar, não houve propostas interessantes.
“Em relação aos 14 meses… Quando um treinador estrangeiro fala que vai tirar ano sabático, todo mundo entende, dá moral e acha normal. Último caso foi do Klopp, Guardiola já fez isso…”, iniciou.
– Foi uma decisão minha, primeiro eu saio da Portuguesa totalmente frustrado pois foi um projeto que eu apostei. Eu rejeitei um contrato de renovação no Novorizontino com parte financeira gigantesca, e eu vinha de uma sequência de dois anos de alta intensidade – acrescentou.
Mazola Júnior durante treino no CT do Náutico
Marlon Costa/Pernambuco Press
Por fim, Mazola negou que estivesse fora do mercado nesse tempo.
“Eu não estou e nunca estive fora do mercado. Eu tenho um nome muito forte no mercado como profissional. O dia que eu achar que não tenho mercado fico na praia do Guarujá. O futebol já me deu muita coisa coisa, muito mais que eu preciso”, disse o técnico.
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