Única presidenta de Federação no Brasil, Michelle lamenta proibição do futebol feminino na ditadura


Michele Ramalho está no seu segundo mandato, é a única mulher presidente de federação do Brasil e atribui demora da evolução na modalidade às ditaduras no país Michele Ramalho é a única mulher presidente de federação do Brasil. A mandatária da Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) participou do podcast Mercado em Movimento, do Jornal da Paraíba, que foi ao ar na semana passada e fez uma importante reflexão sobre o futebol feminino no Brasil. Ela fez uma crítica à Ditadura Militar, que proibiu o futebol feminino no país por décadas, o que foi fundamental para as dificuldades que as mulheres enfrentam na modalidade até hoje.
Michelle Ramalho, presidente da FPF-PB
Matheus Aquino/ge
Em 1965, durante o Regime Militar, foram detalhados quais os esportes não poderiam ser praticados por mulheres: “não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, pólo aquático, pólo, rugby, halterofilismo e beisebol”, dizia o decreto.
— Antes mesmo de eu ser presidente, eu chefiei uma delegação da Seleção Brasileira Feminina, que estava indo para a Austrália. E eu aprendi muito com elas e eu tento sempre passar esses conhecimentos para as meninas na Paraíba. Existe sim a falta de patrocínio, e o futebol feminino, ele precisa ser abraçado como um todo. Não só aqui na Paraíba. A gente viveu muito tempo na ditadura em que as mulheres eram proibidas de jogar futebol. E isso atrasou muito a evolução do futebol feminino — analisou Michelle Ramalho.
Jornal Correio do Paraná, 13/06/1959, fala da proibição do futebol feminino no Brasil pelo Conselho Nacional de Desportos
Correio do Paraná/Reprodução
A regulamentação do futebol feminino no país ocorreu apenas em 1983 – quatro anos depois da queda da proibição, em 1979. Vale lembrar que apesar da proibição ter sido detalhada em 1965 na Ditadura Militar, as mulheres já não podiam praticar a modalidade desde o Estado Novo, em 1941, quando foi proibido para as mulheres “a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. O decreto foi assinado por Getúlio Vargas, ditador do país na época.
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Michelle Ramalho é a segunda presidente mulher da história do futebol brasileiro em federações. Antes dela, a mesma Federação Paraibana de Futebol teve Rosilene Gomes como mandatária, que ficou no cargo por 25 anos. Michelle foi eleita em 2018 e está em seu segundo mandato na FPF-PB.

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https://ge.globo.com/pb/futebol/noticia/2024/05/08/unica-presidenta-de-federacao-no-brasil-michelle-lamenta-proibicao-do-futebol-feminino-na-ditadura.ghtml
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