VÍDEOS: voluntários, resgatados e abrigados relatam o drama dos temporais no RS


Personagens contam histórias que passam durante cheias no Rio Grande do Sul. Defesa Civil confirmou 95 mortes, 401 de 497 municípios com problemas e 1,4 milhão de pessoas afetadas. Vista aérea das ruas completamente alagadas no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, nesta segunda-feira, 06 de maio de 2024, em razão do transbordamento do Lago Guaíba.
MAX PEIXOTO/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
Mais de 1,4 milhões de pessoas são afetadas por uma tragédia histórica no Rio Grande do Sul. Os temporais que atingem o estado deixaram 95 mortos, 131 desaparecidos e 372 feridos. São inúmeros voluntários, resgatados e abrigados que revelam o drama de passar por temporais sem precedentes.
Confira, ao longo da reportagem, os relatos.
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“Ela gritou para levar só a criança”
‘Ela gritou para levar só a criança’, diz voluntário
De bote, na Zona Norte de Porto Alegre, uma das regiões mais atingidas por enchentes em Porto Alegre, um voluntário relembra, desolado, o pedido de uma mãe por socorro para o filho.
“Nós estávamos com o bote cheio, o barco da frente cheio, o de trás cheio, e ela gritou para salvar só a criança. Ela deu junto o documento da criança, e falou para mim que era para cuidar dele se não tivesse dado tempo de voltar. Nós salvamos a criança e voltamos para buscá-la”, disse o voluntário.
Quando chegou ao local novamente, encontrou a mulher, que foi resgatada e levada para um abrigo.
“Está em segurança. Graças a deus”, disse.
“Perdemos tudo”
‘Perdemos tudo’, diz moradora de Porto Alegre durante enchentes
Um dos bairros de Porto Alegre mais próximos ao Guaíba, o Menino Deus, foi inundado após o desligamento de uma casa de bombas responsável por expulsar a água do lago da cidade. A manobra foi necessária porque o espaço alagou e o máquinário poderia estragar, de acordo com o prefeito Sebastião Melo (MDB).
A inundação pegou a população de surpresa. Moradora há 44 anos de uma das ruas do bairro, uma mulher que saia a pé de uma área alagada contou jamais ter visto algo como o que aconteceu – e que perdeu tudo que tinha.
“Está tudo bem, mas perdemos tudo. Conseguimos sair. Eu, meus bichos, tirei minha mãe e agora estou ajudando o pessoal. Só consegui tirar o que estava mais pra cima, TV, air fryer, geladeira, o resto foi tudo, camas, guarda-roupa. Eu moro há 44 anos e nunca vi isso. Está bem triste”, contou.
“Tem gente há três dias sem comida, pedindo socorro”
A inundação também colocou quem mora em bairros próximos ao Guaíba em um dilema: sair ou não de casa. Por motivos de segurança, a recomendação do poder público é para que as pessoas saiam. No entanto, há quem resista em sair: seja por não ter para onde ir ou por receio de suas casas serem alvo de saques.
Voluntários tem trabalhado também para orientar a população, mas sentem que poderia haver atuação mais eficiente por parte da prefeitura.
“Em pouco mais de duas horas, subiu muito [o nível da água]. As pessoas acham que ‘não, não vai subir mais’: está subindo, vai chover, então elas não estão conscientes da necessidade de sair de casa. E é preciso uma sintonia maior com a prefeitura. Lá na [Rua] Ernesto Alves, tem gente há três dias sem comida, pedindo socorro. Precisa vir alguém da prefeitura para orientar os voluntários também, estamos precisando, ficamos sem saber o que fazer”, disse um voluntário.
“Se eu voltasse para casa, não ia ter nem arroz para comer”
‘Se eu voltasse para casa, não ia ter nem arroz para comer’, diz mãe durante enchente no R
Uma das cidades mais atingidas pelas enchentes causadas pelos temporais foi São Leopoldo. A prefeitura estima que 80% da população de cerca de 220 mil habitantes foi expulsa de casa.
Dezenas de abrigos foram montados pela cidade para acolhê-las. Umas delas é Tatiane da Silva, que está em um desses locais com o filho de 1 ano. Não era o que ela queria para ele, mas foi o que os salvou.
“Eu agradeço porque, se eu voltasse para casa, eu não ia ter nem arroz pra comer com ele”, diz.
“Eu vou para qualquer lugar onde não tenha água”
‘Eu vou para qualquer lugar onde não tenha água’, diz menina durante enchentes
Tem gente que não aguenta mais e pensa em deixar o Rio Grande do Sul. Depois de ser expulsa pela segunda vez de casa, Sabrina Graeff, moradora de São Leopoldo, diz que, quando começa a chover, “já fica em pânico”.
“Não tem como ficar lá. Quando começa a chover, a gente já começa a ficar em pânico, então, para lá, eu não volto mais”, diz.
A filha dela, Manuela, de 10 anos, já carrega o trauma que atinge a família.
“Eu vou para qualquer lugar onde não tenha água e que tenha luz também”, conta.
Imagens de satélite mostram antes e depois de maior enchente da história no RS
VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Origem da Noticia
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/08/videos-voluntarios-resgatados-e-abrigados-relatam-o-drama-dos-temporais-no-rs.ghtml
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